sábado, 23 de novembro de 2013

          Eu não sei falar ao telefone. Alguns anos trabalhando em atendimento ao cliente nos fazem reféns dos cabos ópticos. Eu não atendo ao celular. Depois eu morro de arrependimento. Pensei em te ligar hoje, foram 5 segundos e passaram. É uma sexta feira à noite, você bebendo com seus amigos e saindo por aí, e eu bebendo sozinha aqui escrevendo sobre este nada que foi a semana. Eu podia ter mandando uma mensagem, mas seria implorar atenção. E eu não sei implorar nada.
          Eu sou só uma garota com uma vida boa, eu tenho um emprego, um salário, uma faculdade, uma pós. Eu tenho uma vida boa, uma família ótima, amigos incríveis, dirijo meu carro, vou para onde quero. Eu tenho uma vida boa, meus livros, minhas músicas, meus filmes, meu videogame. Eu levo uma vida boa, balada, amigos, paqueras, bebidas, amigos, ressaca.
          Eu tenho uma vida boa... mas caramba! E esse vazio!?
          Eu tenho uma vida boa e um vazio enorme entre meu estômago e o coração. E eu nunca sei direito se é fome ou se foram as borboletas que entraram em extinção. E eu pensei em te ligar, mas e esse vazio? Eu tomo café e o vazio continua ali, vou  para o trabalho, almoço, trabalho, cochilo, leio, janto, vejo filme e coloco o vazio para dormir. Vou ao mercado, ao barzinho, ao cinema, mesmo sozinha em casa estou sempre acompanhada. Sempre com um nó na garganta e um oco no meio da barriga.
          E eu queria ter te ligado hoje, mas eu não sei falar ao telefone, porque eu não tenho nada a dizer e eu também não sei pedir. Mas se eu soubesse eu diria que eu preciso de um colo, ou uma garrafa de vodka. Ou talvez eu não faça idéia do que eu quero...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O nome disso aí é carência

          De novo aquela saudade de nada, pior que sentir muita saudades de alguém, é não ter alguém para sentir saudade. É só aquela carência enchendo o saco de novo, na vontade de pegar o primeiro e o segundo idiota que parecer estar afim, e o terceiro... Porque eles nunca parecem afim de verdade, sempre falta alguma coisa. Nem os primeiros beijos tem mais aquela magia de "é esse!".
          E essa saudade vazia que me incomoda no peito, não tem força nem para chorar, nem para ter do que reclamar direito.Tá tudo indo bem, tudo normal. Esses dias que nada acontece. Os mesmos lugares de sempre, os mesmos caras de sempre, os homens vazios a cada duas semanas, as músicas de sempre. E no mesmo lugar comum você espera encontrar alguém que seja o menos comum possível.
          Talvez seja falta daquelas borboletas no estômago, de não saber onde as mãos ficam melhor, de fazer cara de boba, de ter tantos detalhes para decorar e ficar relembrando depois, de receber mensagens de madrugada, de ter para quem ligar a qualquer hora, de sentir saudades, mas que se pode matar logo. Ai que saudade de sentir saudade!
          Não faltam conselhos para as amigas, a pose de bem resolvida, de "não quero ninguém agora", a mesma fala decorada de sempre "homem é tudo igual", é, menos aquele que vai ser meu. E lá se vai de novo reparando no cara que entra na porta, campeão de torcer pescoços femininos. Ahaam, está bem sozinha. Ah tá.
          A verdade é que nunca fui muito bem nessa história de ficar sozinha e nem quero ser. Mas por enquanto vou ficando amiga dessa saudade boba aqui. Uma hora alguma coisa acontece e muda meu mundo. E então adiós saudade! Pego o primeiro expresso via felicidade com acompanhante, e não penso em voltar tão cedo, ou nunca mais.
          Saudade é bom, sentir saudades é muito bom, mas é bem melhor quando a saudade tem nome. E que seja bem melhor do que carência. Saudade que é boa tem nome de pessoa, e cheiro, e gosto, e telefone e endereço, que é para você poder acabar com ela logo. Saudade é legal, mas tem limite.

domingo, 10 de novembro de 2013

30 COISAS PARA FAZER ANTES DOS 30

ou
como eu resolvi mudar a minha vida

        Nas últimas semanas com meu aniversário de 24 anos se aproximando, e a ideia de estar quase na metade dos meus twentysomething, resolvi que era hora de zerar os meus vinte anos. A ideia é: uma lista de 30 coisas a serem feitas antes que eu faça 30 anos de idade. Uma lista para sair da procrastinação e da mediocridade, a tal da história de fazer valer a pena. OK, então vamos lá!

1. Atravessar o oceano e conhecer a Europa;
2. Ter um corpo saudável;
3. Viajar sozinha;
4. Assistir a uma peça de teatro;
5. Pedir demissão;
6. Sair da casa dos meus pais;
7. Fazer uma tatuagem;
8. Manter um blog e continuar escrevendo e desenhando;
9. Aprender a tocar um instrumento musical;
10. Ir ao show de uma banda que eu goste muito;
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        Mas peraí Rafa! Cadê o resto da lista? Bom, eu ainda estou nos 24... ainda tenho 6 anos para decidir o restante, e eu estou aceitando sugestões. Enquanto isso, a meta é focar no que eu já tenho e começar a mudança! E você? Quais são seus planos para os próximos 5 anos?

Start the change.